Mentes dispersas tornam pessoas infelizes

11/11/2010 – 14h01

Trabalhar com inteligência é ser focado no que faz, trabalhar além do limite é estupidez, exercitar o corpo além das limites é aleijá-lo, acreditar na religião mais que em Deus é como acreditar no homem ou fanatismo, aceitar o vício é pior que negar a Deus.

MRF

Os que não seguem essas regras de bom viver não possuem futuro.

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Mentes dispersas tornam pessoas infelizes, segundo estudo Publicidade DA FRANCE PRESSE Talvez você deva ouvir os conselhos daquele professor de ioga, que sempre diz que é necessário concentrar-se no momento. Acompanhe a Folha no Twitter Conheça a página da Folha no Facebook Um estudo divulgado nesta quinta-feira nos Estados Unidos sugere que as pessoas gastam quase metade do tempo imaginando que gostariam de estar em algum outro lugar ou fazendo alguma outra coisa, e esta perpétua dispersão da mente as torna infelizes. “A mente humana é uma mente dispersa, e uma mente dispersa é uma mente infeliz”, escrevem os psicólogos Matthew Killingsworth e Daniel Gilbert, da Universidade de Harvard, na revista científica Science. “A habilidade de pensar sobre o que não está acontecendo no momento é uma conquista cognitiva, mas tem um custo emocional”, destacam. A pesquisa acompanhou 2.250 pessoas através de seus iPhones. Um aplicativo foi instalado para perguntar aos voluntários “o quanto felizes estão, o que estão fazendo no momento e se estão pensando sobre a atividade que estão realizando ou sobre qualquer outra coisa –e, neste caso, se é um pensamento agradável, neutro ou desagradável”. A pergunta aparecia na tela dos iPhones em intervalos irregulares. Quando os resultados foram computados, os cientistas constataram que a mente das pessoas estava divagando 46,9% do tempo. Os voluntários declararam-se mais felizes quando faziam sexo, se exercitavam ou tinham uma conversa. Por outro lado, descreveram maior infelicidade quando usavam o computador em casa, descansavam ou trabalhavam. Ao examinar as respostas dadas pelos voluntários quando suas mentes divagavam, os psicólogos descobriram que “apenas 4,6% da felicidade das pessoas em um determinado momento é atribuível à atividade específica que ele ou ela está desempenhando, ao mesmo tempo em que o estado de divagação de uma pessoa corresponde a cerca de 10,8% de sua felicidade”. O estudo indica que “análises de intervalo causa-efeito” apontam que “a mente divagante dos voluntários é geralmente a causa, e não a consequência, de sua infelicidade”. Os voluntários tendem a ter mais foco no presente e são menos propensos à dispersão durante o sexo, segundo a pesquisa. Ao realizar qualquer outra atividade, as mentes divagam pelo menos 30% do tempo. De acordo com os pesquisadores, 74% dos voluntários são americanos, oriundos de “um amplo espectro de cenários socioeconômicos e profissões”. “A divagação da mente é um excelente prognóstico da felicidade das pessoas”, concluiu Killingsworth. “O estudo mostra que nossa vida mental é permeada, em um nível significativo, pelo não presente”.

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